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Argentina

Bariloche & Patagônia argentina

É o destino que muda de cara com a estação.

10roteiros de um dia31passeios curados17restaurantes4regiões pra ficar
Foto: acervo Volá

O destino

Por que Bariloche

É o destino que muda de cara com a estação. No inverno, entre junho e agosto, o Cerro Catedral abre a maior estação de esqui da América do Sul e a cidade vira base de neve, com criança aprendendo na encosta mansa e chocolate quente na volta. No verão, entre dezembro e março, a mesma paisagem é de lago transparente para nadar e remar, trilha na floresta e a estrada dos Sete Lagos serpenteando até San Martín de los Andes. As duas viagens partem do mesmo lugar, uma cidade de arquitetura alpina na margem do Nahuel Huapi, e as duas se comem do mesmo jeito: chocolate na Calle Mitre e cordeiro patagônico no asador o ano inteiro. Rende muito com filho: o Cerro Campanario é um teleférico de dez minutos para uma das vistas mais bonitas do mundo, e cada baía tem praia de água doce ou pista de esqui. A ressalva é honesta. A neve exige roupa térmica e equipamento alugado, as estradas de montanha pedem atenção, julho lota de brasileiros em férias, e o câmbio argentino muda o custo de um mês para o outro.

Quando ir

São duas temporadas cheias e opostas. De junho a agosto é o inverno de neve: o Cerro Catedral e os cerros Bayo e Chapelco em plena estação de esqui, com julho na alta absoluta, caríssimo e lotado das férias escolares brasileiras. Reserve tudo com meses de antecedência e conte com dias curtos e frio de verdade. De dezembro a março é o verão dos lagos: água em temperatura de banho, trilhas sem neve, os teleféricos abertos para caminhada e a Ruta de los Siete Lagos no auge, também com pico de preço e movimento em janeiro. As meias-estações são as janelas de quem foge da multidão: o outono, de março a maio, pinta as faias de vermelho e é a época mais bonita para a estrada dos Sete Lagos, e a primavera, de setembro a novembro, traz preço menor e cachoeira cheia de degelo. Evite as bordas de temporada, o fim do outono e o começo da primavera, quando a neve já não firma para esquiar mas o frio e a chuva ainda fecham as trilhas e algumas gôndolas e barcos ficam parados entre uma estação e outra.

Bariloche & Patagônia argentina
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

10 dias já montados entre Bariloche e a Patagônia

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

O Circuito Chico num dia
Dia cheio

O Circuito Chico num dia

O primeiro dia de qualquer viagem por aqui. Rode o Circuito Chico de carro pela manhã, pare no teleférico do Cerro Campanario para a vista dos dez melhores miradores do mundo, e feche a tarde no deck da Cervecería Patagonia, sobre o Lago Moreno, com a própria cerveja e uma pizza de forno a lenha. Tudo no mesmo anel de estrada, sem pressa.

  • 1O Circuito Chico de carro
  • 2Cerro Campanario, o mirador dos dez melhores
  • 3Cervecería Patagonia
Um dia de neve no Cerro Catedral
Com criança

Um dia de neve no Cerro Catedral

O dia de inverno que faz a viagem. Suba ao Cerro Catedral pela manhã: os que esquiam pegam a aula e a pista, os menores ficam no parque de neve com câmaras de ar e boneco de neve, e todo mundo se junta no almoço quente do Refugio Lynch, com a varanda sobre o lago. Alugue macacão e luva na base; molha tudo, e o frio é de verdade.

  • 1Esqui e neve no Cerro Catedral
  • 2A escola de esqui e o parque de neve
  • 3Refugio Lynch
Bariloche num dia de chuva
Dia de chuva

Bariloche num dia de chuva

Quando o tempo fecha, o centro de Bariloche resolve o dia sob teto. Comece no Museo de la Patagonia, dentro do Centro Cívico, com os bichos e a história da região, siga pela Calle Mitre entrando de chocolateria em chocolateria, e feche no café da Rapa Nui com o chocolate quente mais espesso da cidade. Nenhum trecho ao ar livre passa de um quarteirão.

  • 1Museo de la Patagonia Perito Moreno
  • 2Calle Mitre: chocolate e artesanato
  • 3Rapa Nui
O barco a Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes
Dia cheio

O barco a Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes

Um dia inteiro na água do Nahuel Huapi. O barco sai de Puerto Pañuelo de manhã, cruza até a Isla Victoria para caminhar entre os miradores e segue ao Bosque de los Arrayanes, a floresta de canela de casca cor de canela. De volta ao continente, o sorvete de calafate da Jauja fecha o dia. Programa de verão; compre o bilhete com antecedência na alta temporada.

  • 1Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes de barco
  • 2Jauja
Cerro Tronador e o Ventisquero Negro
Dia cheio

Cerro Tronador e o Ventisquero Negro

O passeio mais imponente da região, de dia cheio. Saia cedo por causa do horário controlado da estrada de mão única, suba por Pampa Linda até o pé do Monte Tronador e a geleira escura do Ventisquero Negro, com as cachoeiras caindo da parede. Na volta pela estrada de Llao Llao, feche com o cordeiro no asador do Rincón Patagónico. Só no verão; a estrada fecha com a neve.

  • 1Cerro Tronador e o Ventisquero Negro
  • 2Rincón Patagónico
A Ruta de los Siete Lagos até San Martín
Dia cheio

A Ruta de los Siete Lagos até San Martín

O road trip clássico da Patagônia dos lagos. Saia de Villa La Angostura pela manhã e desça a estrada dos sete lagos parando em cada mirante, chegando a San Martín de los Andes na hora do almoço. Suba a pé ao Mirador Bandurrias para a vista do Lago Lácar e feche o dia com a cozinha regional da La Tasca. Paisagem de verão e de outono; cheque a estrada no inverno.

  • 1A Ruta de los Siete Lagos até San Martín
  • 2Mirador Bandurrias, a pé
  • 3La Tasca
Villa La Angostura devagar
Dia leve

Villa La Angostura devagar

O dia lento da Villa. Suba de manhã ao Mirador Belvedere para a vista do Correntoso e do Nahuel Huapi, caminhe o trecho leve de floresta até a Cascada Inayacal, e passe a noite no Tinto Bistro, a melhor mesa do vilarejo. Nenhum esforço, nenhum relógio, só a face mais tranquila da região.

  • 1Mirador Belvedere e a Cascada Inayacal
  • 2Tinto Bistro
Um dia com as crianças em Bariloche
Com criança

Um dia com as crianças em Bariloche

Um dia no ritmo dos pequenos, no verão. Comece pelo teleférico do Cerro Campanario, curto e com a vista que impressiona, desça para uma tarde de banho e areia na Playa Bonita, com a água gelada e transparente do lago, e feche com o sorvete da Jauja. Sem trajeto longo e sem relógio apertado.

  • 1Cerro Campanario, o mirador dos dez melhores
  • 2Praias do Nahuel Huapi: Playa Bonita e Bahía López
  • 3Jauja
San Martín de los Andes num dia
Dia cheio

San Martín de los Andes num dia

A cidade e o lago em um dia de verão. Comece pelo café reforçado do Corazón Contento, ande a costaneira do Lago Lácar até a Playa Catritre, e à tarde pegue o barco que cruza a Quila Quina, a enseada mapuche com praia e cachoeira. Tudo à beira da água, no tamanho tranquilo de San Martín.

  • 1San Martín à beira do Lago Lácar e a Costanera
  • 2Navegação do Lago Lácar a Quila Quina
  • 3Corazón Contento
Villa La Angostura na neve
Com criança

Villa La Angostura na neve

O dia de inverno da Villa, mais tranquilo que o Catedral. Suba ao Cerro Bayo pela manhã, com as pistas de vista aberta para o Nahuel Huapi e a escola para quem aprende, e desça para o almoço farto da Gran Nevada, com truta e cordeiro para aquecer. Estação pequena e de clima de família, sem a multidão de Bariloche.

  • 1Cerro Bayo: esqui no inverno
  • 2El Esquiador

Onde ficar

4 regiões, 4 jeitos de fazer a viagem

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são as regiões que valem a base, cada uma com a sua cara.

Bariloche & Circuito Chico

Bariloche & Circuito Chico

Centro / Avenida Bustillo / Llao Llao / Colonia Suiza
primeira vezfamíliasgastronomia

A cidade e o anel de lago que sai dela são o pouso natural da viagem: aeroporto com voo direto do Brasil, um centro cívico de pedra e madeira caminhável, e a Avenida Bustillo correndo à beira do Nahuel Huapi até a península de Llao Llao. É a base mais fácil para o primeiro e o último trecho, com hotel para todo bolso, as chocolaterías da Calle Mitre a pé e o Circuito Chico começando a vinte minutos do centro. Rende com criança o ano todo: o teleférico do Campanario, as praias de água doce no verão, e a neve do Catedral logo ali no inverno. Fique perto do centro se quer tudo à mão, ou ao longo da Bustillo se prefere o lago na porta.

Cerro Catedral

Cerro Catedral

Villa Catedral / base do Cerro Catedral
famíliascharme

A montanha de esqui de Bariloche, a vinte minutos do centro, com uma vila na base para quem quer dormir ao pé das pistas. No inverno é a maior e mais completa estação da América do Sul, com escola de esqui, parque de neve para os pequenos e teleférico direto do estacionamento. No verão a mesma montanha vira trilha, mirador e o ponto de partida do trekking ao Refugio Frey, com a gôndola aberta para subir sem esforço. É a base de quem organiza a viagem em torno da neve, ou de quem quer a montanha na porta e a cidade a uma curta descida de carro.

Villa La Angostura

Villa La Angostura

Villa La Angostura / El Cruce / Bahía Manzano
famíliascharmesossego

Do outro lado do Nahuel Huapi, a oitenta quilômetros de Bariloche, um vilarejo de madeira mais tranquilo e mais arborizado, encostado no Parque Nacional Los Arrayanes, a floresta de canela de casca cor de canela que quase não existe em outro lugar do mundo. É a base de quem quer o mesmo lago com menos movimento: praias de água doce em Bahía Manzano, o pequeno Cerro Bayo para esquiar no inverno, e o começo da Ruta de los Siete Lagos rumo a San Martín. Menos óbvia que Bariloche e por isso mais calma, boa para família que quer natureza sem cidade grande. Precisa de carro.

San Martín de los Andes

San Martín de los Andes

Centro / Costanera do Lago Lácar / Chapelco
sossegocharmefamílias

O outro extremo da Ruta de los Siete Lagos, uma cidade de montanha pequena e caprichada na ponta do Lago Lácar, com casario de madeira, costaneira para caminhar e a praia de água doce a passos do centro. É a base mais bonita e mais serena da região, com o Cerro Chapelco para esquiar no inverno e trilhas curtas de mirador saindo da própria cidade no verão. Vale como destino final de um road trip pela estrada dos lagos, ou como base alternativa a Bariloche para quem prefere o tamanho de vilarejo. São cerca de duas horas e meia de carro entre uma e outra pela estrada cênica.

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