Quando ir
Noronha tem dois mares que trocam de lado com a estação. O mar de dentro, voltado para o continente, onde ficam Sancho, Baía dos Porcos, Conceição e Cacimba do Padre, fica calmo e transparente de agosto a fevereiro: é a temporada do banho manso e da melhor visibilidade para snorkel. De dezembro a março o swell chega e o mesmo mar de dentro vira point de surfe, com ondas grandes na Cacimba do Padre à sombra do Morro Dois Irmãos, ótimas de ver e ruins de nadar. O mar de fora, do lado do Sueste, do Leão e da Atalaia, é o contrário: mais mexido no verão e mais acessível fora dele. A desova das tartarugas no Leão vai mais ou menos de janeiro a junho. Chuva pode cair em rajada de março a julho, mas raramente estraga o dia inteiro. O que pesa de verdade no calendário não é o clima, é o dinheiro e a logística: são poucos voos por dia, saindo de Recife ou Natal, com preço alto o ano todo e mais alto ainda no réveillon e nas férias de julho. Some a isso a Taxa de Preservação Ambiental, cobrada por dia de permanência e mais cara quanto mais dias você fica, e o ingresso do Parque Nacional Marinho, comprado à parte e sem o qual não se entra em Sancho, Sueste, Leão nem na Atalaia. Reserve voo e pousada com meses de antecedência: a ilha tem teto de visitantes e lota.