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Brasil

Fernando de Noronha

Noronha é o troféu do mar brasileiro: um arquipélago vulcânico de vinte e um ilhéus a trezentos e cinquenta quilômetros do continente, com água tão limpa que o fundo aparece a dez metros e a Baía do Sancho já foi eleita a praia mais bonita do mundo mais de uma vez.

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Foto: acervo Volá

O destino

Por que Noronha

Noronha é o troféu do mar brasileiro: um arquipélago vulcânico de vinte e um ilhéus a trezentos e cinquenta quilômetros do continente, com água tão limpa que o fundo aparece a dez metros e a Baía do Sancho já foi eleita a praia mais bonita do mundo mais de uma vez. É o lugar onde a família que já nada tira do papel o mergulho de verdade: cardume, tartaruga e golfinho-rotador no mesmo dia, ora de máscara e snorkel nas piscinas naturais, ora de cilindro nos naufrágios. Metade da ilha é parque nacional marinho, o que mantém a paisagem intacta e cobra por isso. Vá sabendo que Noronha não é praia de fim de semana barato: é uma ilha pequena, cara e limitada de propósito, o oposto do resort de massa. Quem entende a régua vem pela água que nenhum outro destino do país entrega, e paga o preço de ela ter sido preservada.

Quando ir

Noronha tem dois mares que trocam de lado com a estação. O mar de dentro, voltado para o continente, onde ficam Sancho, Baía dos Porcos, Conceição e Cacimba do Padre, fica calmo e transparente de agosto a fevereiro: é a temporada do banho manso e da melhor visibilidade para snorkel. De dezembro a março o swell chega e o mesmo mar de dentro vira point de surfe, com ondas grandes na Cacimba do Padre à sombra do Morro Dois Irmãos, ótimas de ver e ruins de nadar. O mar de fora, do lado do Sueste, do Leão e da Atalaia, é o contrário: mais mexido no verão e mais acessível fora dele. A desova das tartarugas no Leão vai mais ou menos de janeiro a junho. Chuva pode cair em rajada de março a julho, mas raramente estraga o dia inteiro. O que pesa de verdade no calendário não é o clima, é o dinheiro e a logística: são poucos voos por dia, saindo de Recife ou Natal, com preço alto o ano todo e mais alto ainda no réveillon e nas férias de julho. Some a isso a Taxa de Preservação Ambiental, cobrada por dia de permanência e mais cara quanto mais dias você fica, e o ingresso do Parque Nacional Marinho, comprado à parte e sem o qual não se entra em Sancho, Sueste, Leão nem na Atalaia. Reserve voo e pousada com meses de antecedência: a ilha tem teto de visitantes e lota.

Fernando de Noronha
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

9 dias já montados em Fernando de Noronha

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

O cartão-postal do mar de dentro
Dia cheio

O cartão-postal do mar de dentro

O dia que resume Noronha. Comece cedo pelo Mirante dos Dois Irmãos para a vista de cima, desça a escada de ferro até a Baía do Sancho enquanto o mar está calmo, e emende com o snorkel nas piscinas da Baía dos Porcos na maré baixa. Leve o ingresso do parque e máscara própria. É um dia inteiro de esforço leve e água transparente, o motivo de quase todo mundo vir à ilha.

  • 1Mirante dos Dois Irmãos
  • 2Baía do Sancho
  • 3Baía dos Porcos
  • 4Snorkel na Baía dos Porcos
Tartarugas com a família
Com criança

Tartarugas com a família

O dia mais fácil e mais certeiro com criança. De manhã, o snorkel de colete na Baía do Sueste quase garante nadar ao lado das tartarugas em água rasa e protegida. À tarde, o Projeto TAMAR no Boldró explica o que a família acabou de ver, com espaço coberto para o calor ou uma pancada de chuva. Leve o ingresso do parque para o Sueste. Programa tranquilo, sem trilha puxada.

  • 1Praia do Sueste
  • 2Snorkel com tartarugas no Sueste
  • 3Projeto TAMAR no Boldró
A vila e o pôr do sol
Dia leve

A vila e o pôr do sol

Um dia de perna cansada sem sair do centro. De tarde, faça a Vila dos Remédios a pé, suba até as ruínas do Forte Nossa Senhora dos Remédios para o pôr do sol sobre o porto, e desça para o jantar e o forró no Bar do Cachorro. Tudo se resolve a caminhada, sem buggy nem trilha. É Noronha em ritmo lento, com história, mirante e música na mesma tarde.

  • 1Vila dos Remédios a pé
  • 2Forte Nossa Senhora dos Remédios
  • 3Bar do Cachorro
Barco, mergulho e jantar no porto
Dia cheio

Barco, mergulho e jantar no porto

O dia da água profunda. De manhã, o passeio de barco pela costa costuma render golfinho no caminho e um mergulho de snorkel em mar aberto; quem quiser ir mais fundo troca por um mergulho de cilindro saindo do mesmo porto. À noite, o jantar de peixe crocante no Restaurante Mergulhão, com o pôr do sol sobre os barcos. Reserve barco e mesa com antecedência, e não mergulhe de cilindro na véspera do voo.

  • 1Passeio de barco pela costa
  • 2Mergulho de cilindro no Porto de Santo Antônio
  • 3Restaurante Mergulhão
Plano de chuva em Noronha
Dia de chuva

Plano de chuva em Noronha

Chuva forte é rara e passageira na ilha, mas quando fecha o tempo o dia se resolve sob teto. Vá ao Projeto TAMAR no Boldró, boa parte coberta, e fique para a palestra sobre a fauna; almoce ou jante bem no Cacimba Bistrô, na vila. Nenhum trecho depende de sol nem de maré. É o dia de recompor as energias enquanto o céu limpa.

  • 1Projeto TAMAR no Boldró
  • 2Cacimba Bistrô
Ondas na Cacimba do Padre
Dia cheio

Ondas na Cacimba do Padre

De dezembro a março, quando o swell chega, o mar de dentro vira palco de surfe. Passe a manhã na Praia da Cacimba do Padre vendo as ondas grandes quebrarem sob o Morro Dois Irmãos, e recue para o snorkel manso da vizinha Baía dos Porcos na maré baixa. É dia de paisagem imponente e mar bravo, melhor para admirar do que para banho tranquilo. Fique atento às bandeiras e à correnteza.

  • 1Praia da Cacimba do Padre
  • 2Baía dos Porcos
  • 3Mirante dos Dois Irmãos
Piscina da Atalaia e Praia do Leão
Dia cheio

Piscina da Atalaia e Praia do Leão

O dia mais protegido da ilha, do lado do mar de fora. De manhã, a visita agendada à piscina natural da Atalaia, com grupo pequeno e hora marcada sobre o recife cheio de vida; à tarde, a caminhada e a paisagem deserta da Praia do Leão. Leve o ingresso do parque e reserve a Atalaia com dias de antecedência, porque as vagas são poucas. Não use protetor na água da Atalaia, para não danificar o coral.

  • 1Trilha e piscina natural da Atalaia
  • 2Praia do Leão
Golfinhos ao amanhecer
Com criançaDia leve

Golfinhos ao amanhecer

Um começo de dia sem esforço e de memória grande. Chegue cedo ao Mirante da Baía dos Golfinhos, logo depois do amanhecer, para ver centenas de golfinhos-rotadores girando na enseada calma lá embaixo. Na volta, pare no Mirante do Sancho para a vista da praia turquesa de cima. São duas paradas curtas, ideais para quem acorda cedo e não quer trilha puxada. Leve repelente e água.

  • 1Mirante da Baía dos Golfinhos
  • 2Mirante do Sancho
Praias escondidas do mar de dentro
Dia leve

Praias escondidas do mar de dentro

Um dia de sossego longe da multidão das praias famosas. Caminhe pelas areias tranquilas da Praia do Bode e siga para a Praia do Americano e a Praia do Quixaba, refúgios de piscina natural na maré baixa e quase nenhuma gente. Não há estrutura, então leve água, guarda-sol e máscara, e confira a tábua de marés antes de sair. É o mar de dentro transparente sem fila de espreguiçadeira.

  • 1Praia do Bode
  • 2Praia do Americano e Praia do Quixaba

Onde ficar

3 regiões, 3 jeitos de fazer a viagem

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são as regiões que valem a base, cada uma com a sua cara.

Vila dos Remédios & Porto

Vila dos Remédios & Porto

Vila dos Remédios / Floresta Velha / Floresta Nova / Porto de Santo Antônio
primeira vezgastronomiavida noturnacharme

O coração da ilha e o único lugar com cara de vila: a Vila dos Remédios é o centro histórico, com a igreja branca do século XVIII, as ruínas do forte, o Palácio São Miguel e a maior parte do comércio, dos restaurantes e da vida noturna que Noronha tem. Ao redor dela, na Floresta Velha e na Floresta Nova, está a maior concentração de pousadas da ilha, das mais simples às de charme. Logo abaixo fica o Porto de Santo Antônio, de onde saem os barcos de passeio e os mergulhos de cilindro, e as praias urbanas do Cachorro e do Meio, a caminho a pé. É a base de quem chega pela primeira vez e quer ficar perto de tudo, comer bem à noite e depender menos de deslocamento. Em troca, é a parte mais movimentada e não tem as praias-cartão à porta.

Mar de Dentro (Conceição, Boldró, Sancho)

Mar de Dentro (Conceição, Boldró, Sancho)

Praia da Conceição / Boldró / Cacimba do Padre / Baía do Sancho / Baía dos Porcos
primeira vezfamíliascharme

É a costa voltada para o continente, e é onde estão as praias que fazem a fama da ilha: Sancho, Baía dos Porcos, Cacimba do Padre com o Morro Dois Irmãos ao fundo, Boldró e a Conceição no sopé do Morro do Pico. De agosto a fevereiro esse mar fica manso e cristalino, o melhor para nadar e mergulhar de snorkel; no verão, o swell transforma a Cacimba do Padre em pico de surfe. A hotelaria aqui é mais espalhada, com pousadas voltadas para o pôr do sol e o silêncio. Fique nesta faixa se o seu programa é praia e água, e não a vila. O custo é a distância a pé até os serviços e a dependência de buggy ou táxi para circular.

Mar de Fora (Sueste, Leão, Atalaia)

Mar de Fora (Sueste, Leão, Atalaia)

Baía do Sueste / Praia do Leão / Atalaia / Vila do Trinta
famíliassossegocharme

O lado do arquipélago que dá para o oceano aberto, dentro do Parque Nacional Marinho e do seu controle mais rígido. Aqui ficam a Baía do Sueste, onde se nada de snorkel com tartarugas em cima de um recife raso, a Praia do Leão, a mais bonita e deserta da ilha e berçário de desova, e a piscina natural da Atalaia, que só se visita com hora marcada e número limitado de gente. É a metade preservada e mais quieta, boa para quem quer natureza e tartaruga sem multidão. A hospedagem se concentra na Vila do Trinta, perto do aeroporto, com pousadas de sossego. O preço do isolamento é ficar longe do agito da Vila dos Remédios e depender de carro para tudo.

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A gente já conhece Noronha. Diga com quem você vai e por quantos dias, e o Volá monta o roteiro do jeito de vocês.

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