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Brasil

Florianópolis & litoral catarinense

A capital catarinense é uma ilha inteira de praia dentro de uma cidade — mais de quarenta praias, da que tem beach club à que se alcança só por trilha, ligadas por morros de mata atlântica e por uma laguna no meio.

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Foto: acervo Volá

O destino

Por que Florianópolis

A capital catarinense é uma ilha inteira de praia dentro de uma cidade — mais de quarenta praias, da que tem beach club à que se alcança só por trilha, ligadas por morros de mata atlântica e por uma laguna no meio. Floripa é o combo que quase nenhum destino brasileiro entrega junto: mar morno e balada no norte, surfe e dunas no leste, ostra e vila de pescador no sul, e um centro açoriano com mercado, forte e igreja branca. No verão ela lota e cobra caro; fora dele esvazia, baixa o preço e fica melhor de andar. E o que é ilha vira continente sem esforço: em uma a duas horas de carro você troca a cidade pela Praia do Rosa e suas baleias, ou pelo Beto Carrero com as crianças.

Quando ir

O verão, de dezembro a março, é a Floripa das fotos: mar quente para banho, as praias do norte cheias, Jurerê em festa — e também a temporada de fila, trânsito parado e diária pelo dobro. Quem pode escolher vai no fim da primavera ou no começo do outono (novembro, ou março e abril): a água ainda serve, o sol aparece e a ilha respira. O inverno é frio, cinzento e ventado, e a maioria das praias perde a graça — mas é quando a ilha fica só dos moradores, o centro e as fazendas de ostra seguem ótimos, e no litoral sul as baleias-franca chegam para parir à vista da areia de Imbituba e da Praia do Rosa, de setembro a novembro. Não venha pelo mar entre junho e agosto; venha pelo resto.

Florianópolis & litoral catarinense
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

9 dias já montados em Florianópolis e no litoral

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

O centro no dia de chuva
Dia de chuva

O centro no dia de chuva

Quando o mar amanhece cinza, a cidade resolve. Comece no Museu Victor Meirelles, atravesse a rua até o Mercado Público — coberto do começo ao fim — e almoce um pastel de camarão no balcão do Box 32. À noite, massa na Trattoria Carbone, a dois quarteirões. Nenhum trecho ao ar livre passa de cinco minutos.

  • 1Museu Victor Meirelles
  • 2Mercado Público de Florianópolis
  • 3Box 32
  • 4Trattoria Carbone
As ostras e a freguesia do Ribeirão
Dia cheio

As ostras e a freguesia do Ribeirão

O dia açoriano do sul. Ande a freguesia do Ribeirão de tarde, com a igreja branca de frente para a baía, prove ostra fresca nas fazendas do caminho e feche no Ostradamus, o templo da ostra da ilha, com o mar na janela. O sol se põe atrás do continente. Reserve o Ostradamus no fim de semana.

  • 1Ribeirão da Ilha a pé
  • 2As ostras do Ribeirão da Ilha
  • 3Ostradamus
Dunas, surfe e a praia do leste
Dia cheio

Dunas, surfe e a praia do leste

A manhã é de duna: sandboard nas areias da Joaquina, antes de o sol esquentar a pista. Desça para a praia, almoce e passe a tarde na Mole, a dez minutos, entre uma onda e outra. No fim do dia, jante à beira da Lagoa, no Ponta das Caranhas. Leve protetor: a duna não tem sombra.

  • 1Sandboard nas Dunas da Joaquina
  • 2Praia da Joaquina
  • 3Praia Mole
  • 4Ponta das Caranhas
Tartarugas e água mansa com as crianças
Com criança

Tartarugas e água mansa com as crianças

Manhã com as tartarugas no Projeto Tamar, na Barra da Lagoa, todo coberto e cheio de monitor para as perguntas das crianças. À tarde, caiaque e stand-up na água mansa da Lagoa da Conceição, sem onda e sem susto. Almoço à beira da laguna, no Primícias do Mar. Tudo a quinze minutos um do outro.

  • 1Projeto Tamar, na Barra da Lagoa
  • 2A Lagoa da Conceição de caiaque e stand-up
  • 3Primícias do Mar
Beto Carrero e o teleférico de Camboriú
Com criançaDia cheio

Beto Carrero e o teleférico de Camboriú

O dia das crianças fica no continente, no litoral norte, a duas horas de carro. Reserve um dia inteiro para o Beto Carrero, em Penha — confira antes se o parque abre na data — e, se sobrar fôlego para outro dia, os bondinhos do Parque Unipraias, em Balneário Camboriú, a quarenta minutos. É passeio que vale a viagem, mas é fora da ilha: pense em uma dormida por perto.

  • 1Beto Carrero World, em Penha
  • 2Parque Unipraias, em Balneário Camboriú
Santo Antônio de Lisboa, devagar
Dia leve

Santo Antônio de Lisboa, devagar

O fim de tarde mais bonito de Floripa, sem esforço. Ande sem pressa pelas ruas de pedra de Santo Antônio de Lisboa, entre no casario e nos ateliês, e sente-se na beira da baía para o pôr do sol atrás do continente. Jante ostra ali mesmo, no Freguesia Oyster Bar. Nenhuma ladeira, nenhum relógio.

  • 1Santo Antônio de Lisboa a pé
  • 2Freguesia Oyster Bar
O sul selvagem, do morro à mesa
Dia cheio

O sul selvagem, do morro à mesa

Dia de perna e de recompensa. Encare cedo a trilha da Lagoinha do Leste, saindo do Matadeiro, para uma praia sem estrada e sem ninguém. Na volta, banho na Armação e o almoço tardio no Bar do Arante, em Pântano do Sul, com as paredes cobertas de bilhetes e a sequência de camarão sem fim. Leve água e saia com luz.

  • 1Trilha da Lagoinha do Leste
  • 2Praia da Armação e do Matadeiro
  • 3Bar do Arante
A Praia do Rosa e as baleias
Dia leve

A Praia do Rosa e as baleias

Uma escapada de primavera ao litoral sul, a uma hora e meia. De setembro a novembro, as baleias-franca aparecem à vista da areia, e não precisa de barco — só de um mirante e de paciência. Entre uma aparição e outra, a Praia do Rosa pede pouco: caminhar, olhar o mar e almoçar com vista no Vida, Sol e Mar. Fique uma noite; o Rosa não se resolve no bate-volta.

  • 1Observação da baleia-franca no litoral sul
  • 2Praia do Rosa
  • 3Vida, Sol e Mar
Um dia na Ilha do Campeche
Dia cheio

Um dia na Ilha do Campeche

No verão, pegue o barco da Armação para a Ilha do Campeche de manhã, quando a água está mais turquesa e a ilha, mais vazia — a visitação é limitada, então reserve antes. Quatro horas de areia branca, trilha rupestre e mar de piscina. Na volta, almoce ostra no Ribeirão, no Na Canoa. Leve sombra e água: a ilha não tem quiosque.

  • 1Ilha do Campeche
  • 2Na Canoa

Onde ficar

4 regiões, 4 jeitos de fazer a viagem

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são as regiões que valem a base, cada uma com a sua cara.

Centro & Norte da Ilha

Centro & Norte da Ilha

Centro / Santo Antônio de Lisboa / Jurerê / Canasvieiras / Ingleses
primeira vezfamíliasvida noturnacharme

A metade norte da ilha e a cidade que a ancora. No Centro fica o que restou do porto açoriano — o Mercado Público, a catedral, o casario da Praça XV — e do outro lado da baía, a vinte minutos, Santo Antônio de Lisboa guarda as igrejinhas brancas e o melhor pôr do sol de Floripa. Subindo a costa norte vêm as praias de mar calmo e morno: Jurerê Internacional, a mais cara e a mais badalada, Canasvieiras cheia de argentinos, Ingleses com os resorts de família. É a base para quem chega pela primeira vez e quer praia sem encarar onda, vida noturna no verão e o conforto de estar perto do aeroporto. Em troca, é a parte da ilha que mais lota em janeiro.

Lagoa da Conceição & Leste

Lagoa da Conceição & Leste

Lagoa da Conceição / Praia Mole / Joaquina / Barra da Lagoa
primeira vezvida noturnagastronomiafamílias

O coração jovem da ilha, montado em volta de uma laguna de água salgada com montanha em roda. A Lagoa da Conceição é o ponto de bar, restaurante e balada o ano inteiro, e do centrinho dela se chega em quinze minutos às praias do Leste — a Mole, de areia branca e turma bonita, e a Joaquina, de dunas e campeonato de surfe. É a base mais central para quem quer conhecer a ilha toda sem trocar de hotel, e a melhor para quem sai à noite. Não espere sossego: a Lagoa é barulhenta, e o trânsito de verão é o pior da cidade.

Sul da Ilha

Sul da Ilha

Campeche / Armação / Pântano do Sul / Ribeirão da Ilha
sossegocharmegastronomiafamílias

O sul começa onde o asfalto vira estrada de terra e a ilha se despe do concreto. É a metade preservada: as fazendas de ostra do Ribeirão da Ilha na margem da baía, os vilarejos de pescador do Pântano do Sul e da Armação, as praias que só se alcança a pé, como a Lagoinha do Leste. Fique aqui se você quer a Floripa açoriana e devagar, comer ostra fresca com o mar na frente e dormir no escuro. O preço do sossego é a distância: da ponta sul ao aeroporto é quase uma hora, e à noite quase tudo fecha cedo.

Litoral catarinense

Litoral catarinense

Praia do Rosa / Guarda do Embaú / Bombinhas / Balneário Camboriú / Penha
famíliassossegocharme

Além da ilha, o litoral de Santa Catarina rende dias inteiros nos dois sentidos. Descendo para o sul, a uma hora e meia, a Praia do Rosa é o vilarejo de surfe mais charmoso do estado, com baleias-franca à vista da areia entre setembro e novembro, e a Guarda do Embaú, onde se cruza um rio de barquinho para chegar à praia. Subindo para o norte, a duas horas, ficam o Beto Carrero em Penha e os bondinhos de Balneário Camboriú — passeio de família que vale a viagem, mas é dia fora da ilha, ou uma dormida. Trate esta base como o roteiro de carro que ela é: escolha um lado por vez.

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