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Brasil

Gramado & Serra Gaúcha

A montanha do Rio Grande do Sul virou o destino de inverno do Brasil, e por bons motivos: faz frio de verdade, tem ruas de pedra com cara de vila europeia, e as colônias alemã e italiana deixaram fondue, café colonial, vinho e cerveja artesanal a cada esquina.

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Foto: acervo Volá

O destino

Por que Gramado

A montanha do Rio Grande do Sul virou o destino de inverno do Brasil, e por bons motivos: faz frio de verdade, tem ruas de pedra com cara de vila europeia, e as colônias alemã e italiana deixaram fondue, café colonial, vinho e cerveja artesanal a cada esquina. Gramado é a base fácil, cheia de parque temático e chocolate; Canela guarda as cachoeiras e a aventura; o Vale dos Vinhedos, a meia hora dali, é o país do vinho, com vinícola para visitar e a Maria Fumaça atravessando os parreirais. Tudo se liga por estrada boa e distância curta, o que faz da região um roteiro de carro com criança no banco de trás. Com filho pequeno rende muito, porque quase tudo é feito para família. A ressalva honesta: no auge do frio e no Natal Luz, a cidade lota e o preço sobe — é o piso a pagar pela alta.

Quando ir

O inverno, de junho a agosto, é a temporada mais procurada: frio seco, casaco de verdade, lareira acesa e a cidade no clima europeu que o brasileiro vem buscar. É quando lota e o preço sobe — reserve hotel e restaurante com antecedência. Em agosto acontece o Festival de Cinema de Gramado, que enche ainda mais o centro. O Natal Luz, o maior evento da cidade, não é de inverno: acende Gramado do fim de outubro a meados de janeiro, ou seja, na primavera e no verão — quem vem pelas luzes tem que vir nessa janela, não em julho. O verão e o começo do outono, de janeiro a março, são a época da vindima no Vale dos Vinhedos, com colheita da uva e pisa nas vinícolas. A primavera, de outubro a novembro, traz as hortênsias floridas e um público menor. Evite os feriadões longos, quando a estrada de subida da serra e o centro de Gramado engarrafam.

Gramado & Serra Gaúcha
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

9 dias já montados entre Gramado e a Serra Gaúcha

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

Gramado num dia
Dia cheio

Gramado num dia

O primeiro dia de quem chega. Faça o passeio a pé pelo centro de manhã, da Rua Coberta ao Lago Negro, almoce a massa da Cantina Pastasciutta na Rua Coberta, e passe a tarde nas compras da Borges de Medeiros, entre chocolate e malha. Tudo central e quase tudo a pé, para o corpo se ambientar antes de encarar a estrada nos dias seguintes.

  • 1Gramado a pé: Rua Coberta, Igreja Matriz e Lago Negro
  • 2Cantina Pastasciutta
  • 3As compras de Gramado: chocolate, malha e couro
Gramado com as crianças
Com criança

Gramado com as crianças

Um dia no ritmo dos pequenos, sem trajeto longo. Manhã no Mini Mundo, achando cada detalhe das miniaturas, tarde na neve garantida do Snowland, e o galeto à vontade do Mamma Mia para fechar a fome do dia. Tudo em Gramado ou logo ao lado, com pouco carro entre um e outro.

  • 1Mini Mundo
  • 2Snowland, o parque de neve indoor
  • 3Galeto Mamma Mia
Um dia de chuva em Gramado
Dia de chuva

Um dia de chuva em Gramado

Quando o tempo fecha, Gramado tem teto de sobra. Comece pelos museus cobertos do Dreamland, passe a tarde na água morna do Acquamotion, que funciona chova ou faça sol, e feche com a sequência de fondue à noite, de mesa demorada e lareira acesa. Nenhum trecho ao ar livre passa de poucos minutos.

  • 1Dreamland e os museus do complexo
  • 2Acquamotion, o parque aquático de águas termais
  • 3Gasthof Edelweiss
Uma noite de Natal Luz
Dia cheio

Uma noite de Natal Luz

Na temporada do Natal Luz, entre o fim de outubro e meados de janeiro, a noite é o passeio. Jante a sequência de fondue no Belle du Valais quando escurece e depois caia na cidade acesa, com os espetáculos de som e luz e a decoração tomando cada praça. Compre ingresso dos shows antes; esgotam. E lembre: é programa de primavera e verão, não de julho.

  • 1O Natal Luz de Gramado
  • 2Belle du Valais
Canela: cachoeira e cânion
Dia cheio

Canela: cachoeira e cânion

O dia da natureza da serra. De manhã, o Parque do Caracol e a cascata de cento e trinta metros, com o mirante de frente para a queda; depois, o cânion do Parque da Ferradura, debruçado sobre a curva do rio. Almoce no Empório Canela, perto da Catedral de Pedra. Vá em dia limpo, que os dois programas dependem do tempo aberto, e calce tênis para as trilhas.

  • 1Parque do Caracol e a cascata de 130 metros
  • 2Parque da Ferradura e o mirante do cânion
  • 3Empório Canela
Canela com as crianças
Com criança

Canela com as crianças

Um dia de aventura na medida dos pequenos. Manhã de tobogã de montanha e tirolesa no Alpen Park, parada no Mundo a Vapor ali do lado para ver as máquinas em miniatura funcionando, e o galeto à vontade da Cattedrale para fechar. Tudo na mesma saída de Canela, com pouco carro entre uma coisa e outra.

  • 1Alpen Park: tobogã de montanha e tirolesa
  • 2Mundo a Vapor
  • 3Cattedrale Galeteria
Um dia no Vale dos Vinhedos
Dia cheio

Um dia no Vale dos Vinhedos

O dia do vinho, de ponta a ponta. Manhã de degustação nas vinícolas do vale, almoço italiano à vontade no Restaurante Maria Valduga, entre as parreiras, e a tarde na Maria Fumaça, que cruza os vinhedos até Garibaldi com música e espumante a bordo. Escolha quem dirige e reserve o trem e o almoço antes; os dois enchem na alta.

  • 1Vale dos Vinhedos: degustação nas vinícolas
  • 2Restaurante Maria Valduga
  • 3A Maria Fumaça e o vale da imigração italiana
Bento devagar: os Caminhos de Pedra
Dia leve

Bento devagar: os Caminhos de Pedra

Um dia lento na colônia italiana. Percorra os Caminhos de Pedra sem pressa, parando nas casas de pedra viradas ateliê e cantina, provando o salame, o pão e o vinho feitos ali. Almoce o galeto premiado do Di Paolo, em Garibaldi, no caminho de volta. Nenhum esforço, nenhum relógio — só a mesa e a história.

  • 1Caminhos de Pedra: as casas de pedra dos imigrantes
  • 2Galeto Di Paolo
Nova Petrópolis e a colônia alemã
Dia cheio

Nova Petrópolis e a colônia alemã

O dia da colônia germânica. Manhã na Praça das Flores e no Labirinto Verde de Nova Petrópolis, tarde no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha, com o teleférico e a vista do vale, e o jantar da Noite Alemã no Torquês, juntando comida quente e café colonial na mesma mesa. Vá em dia limpo pela vista do teleférico.

  • 1Nova Petrópolis: a Praça das Flores e o Labirinto Verde
  • 2O Santuário de Caravaggio e o teleférico
  • 3Torquês Restaurante

Onde ficar

4 regiões, 4 jeitos de fazer a viagem

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são as regiões que valem a base, cada uma com a sua cara.

Gramado

Gramado

Centro / Rua Coberta / Avenida das Hortênsias / Lago Negro
primeira vezfamíliasgastronomiacharme

A base natural da viagem e a mais fácil para quem chega pela primeira vez: centro compacto e caminhável em volta da Rua Coberta e da Avenida das Hortênsias, hotel de todo tipo e preço, e a maior concentração de parque temático, chocolate e restaurante da serra. É onde a criança rende — Mini Mundo, Snowland, Gramado Zoo e o parque aquático de águas termais estão todos aqui ou logo ao lado. Fique perto da Borges de Medeiros se quer tudo a pé, ou nas pousadas de charme do Lago Negro se prefere sossego e jardim. É a cabeça de ponte para Canela, o Vale dos Vinhedos e a rota das colônias — todos a menos de uma hora de carro.

Canela

Canela

Centro / Catedral de Pedra / Parque do Caracol / Parque da Ferradura
famíliassossegocharme

A vizinha de Gramado, colada a ela — separa as duas apenas a Avenida das Hortênsias —, mas com um pé mais na natureza e um preço em geral mais tranquilo. É a base da aventura da serra: o Parque do Caracol com a cachoeira de cento e trinta metros, o cânion do Parque da Ferradura, as trilhas, o rafting no rio glacial e as plataformas de vidro sobre o abismo. A Catedral de Pedra manda no centro, e ao redor há parque de tobogã, tirolesa e o Mundo a Vapor para as crianças. Fique em Canela se quer os passeios de mato de porta e menos multidão à noite, com Gramado ainda a dez minutos.

Bento Gonçalves & Vale dos Vinhedos

Bento Gonçalves & Vale dos Vinhedos

Bento Gonçalves / Vale dos Vinhedos / Garibaldi / Carlos Barbosa
famíliasgastronomiacharme

A uma hora de Gramado, o coração do vinho brasileiro: o Vale dos Vinhedos, um vale inteiro de parreirais entre morros, com dezenas de vinícolas abertas para tour, degustação e almoço, das grandes casas às cantinas de família. Bento Gonçalves é a cidade-base, ligada a Garibaldi e Carlos Barbosa pela Maria Fumaça que atravessa os vinhedos, e cercada de roteiros da imigração italiana como os Caminhos de Pedra. É a base para quem viaja pela mesa e pela taça — e rende com criança também, porque as vinícolas viram passeio e a Maria Fumaça é festa. Durma no próprio vale, entre as parreiras, para não pegar estrada depois do jantar.

Nova Petrópolis & Caxias do Sul

Nova Petrópolis & Caxias do Sul

Nova Petrópolis / Caxias do Sul / Farroupilha
famíliascusto baixocharme

A rota da colônia alemã e italiana no caminho de subida da serra, boa para quem quer a Serra Gaúcha mais autêntica e menos vitrine. Nova Petrópolis é a mais alemã das cidades: a Praça das Flores com o labirinto verde, a Aldeia do Imigrante e alguns dos melhores cafés coloniais do país, servidos por gente de traje típico. Caxias do Sul, a maior cidade da região, guarda a Festa da Uva, o santuário de Caravaggio com teleférico e as cantinas históricas. É a base de melhor custo e de comida de verdade, a meia hora de Gramado. Sirva-a como parada de um dia ou como pouso mais em conta para explorar o resto.

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A gente já conhece Gramado. Diga com quem você vai e por quantos dias, e o Volá monta o roteiro do jeito de vocês.

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