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Brasil

Jericoacoara

Uma vila de pescadores encravada num parque de dunas no litoral oeste do Ceará, sem uma rua de asfalto: em Jericoacoara o chão é de areia, os postes só acendem o suficiente para ver as estrelas e o carro que leva você até lá é uma 4x4.

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Foto: acervo Volá

O destino

Por que Jericoacoara

Uma vila de pescadores encravada num parque de dunas no litoral oeste do Ceará, sem uma rua de asfalto: em Jericoacoara o chão é de areia, os postes só acendem o suficiente para ver as estrelas e o carro que leva você até lá é uma 4x4. O dia se organiza em torno de coisas simples e grandes: buggy pelas dunas até a Pedra Furada, banho de água doce e morna nas lagoas de Jijoca, kite no vento constante do Preá ao lado, e o pôr do sol do alto da Duna, quando a vila inteira sobe a areia para bater palma quando o sol some no mar. É rústico por fora e sofisticado por dentro: pousadas de rede e vento cruzado, cozinha de camarão e caju, e um jeito de descansar que não combina com pressa. Não é destino de resort com pulseirinha; é destino de quem topa a areia no pé em troca de um dos cantos mais bonitos do Brasil.

Quando ir

A melhor janela vai de julho a janeiro: sol firme, céu limpo e o vento que faz a fama do lugar. É também a alta estação, quando a vila enche e a diária sobe, sobretudo em julho e na virada do ano. O vento forte, que é festa para quem faz kite e windsurf, sopra de julho a dezembro e é mais bravo entre agosto e dezembro; nesses meses a areia voa e a sombra vira artigo de luxo. As lagoas de água doce dependem da chuva do começo do ano: enchem e ficam no auge do meio do ano ao começo do verão, mais ou menos de julho a fevereiro, e podem baixar nos meses mais secos de um ano ruim. A estação de chuva, de fevereiro a maio, é a baixa: menos gente, diária mais barata, o sertão em volta fica verde e as lagoas se recompõem, mas o vento afrouxa e alguns dias amanhecem fechados. Quem vai pelo kite escolhe o segundo semestre; quem foge da multidão e do preço, o começo do ano.

Jericoacoara
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

8 dias já montados em Jericoacoara

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

A vila e o pôr do sol da duna
Dia leve

A vila e o pôr do sol da duna

O dia clássico de chegada, sem sair da vila. De tarde, conheça Jericoacoara a pé, da Rua Principal à praia dos barcos, sem pressa e sem ladeira. No fim do dia, suba a Duna do Pôr do Sol para o ritual do aplauso quando o sol some no mar. Jante no Tamarindo, o camarão thaimarindo, a dois passos da areia. Nenhum trecho pede bugue nem madrugada.

  • 1A vila de Jericoacoara a pé
  • 2O pôr do sol da Duna do Pôr do Sol
  • 3Tamarindo
Buggy, Pedra Furada e a Malhada
Dia cheio

Buggy, Pedra Furada e a Malhada

O dia de aventura na areia. Feche um bugue com bugueiro credenciado e cruze as dunas e falésias até a Pedra Furada, o arco de pedra à beira-mar. Na volta, banho nas piscinas naturais da Praia da Malhada, na maré baixa. Almoce de pé na areia no ClubVentos Lounge, de frente para o mar. Confira a tábua de marés antes: a pedra fica isolada com a água cheia.

  • 1Passeio de buggy pelas dunas e falésias
  • 2A Pedra Furada
  • 3Praia da Malhada e o mirante
  • 4ClubVentos Lounge
Dia de rede na Lagoa do Paraíso
Com criançaDia leve

Dia de rede na Lagoa do Paraíso

O dia mais preguiçoso da viagem, feito para as crianças. Vá de bugue às lagoas de Jijoca e passe o dia na Lagoa do Paraíso, de rede dentro d'água e sem onda nem correnteza. Solte a criançada na tirolesa que larga na lagoa, entre um mergulho e outro. Almoce na barraca Paraíso Natural, com o pé na água doce. Água no auge do meio do ano ao começo do verão.

  • 1Lagoa do Paraíso e as redes na água
  • 2Tirolesa na lagoa
  • 3Paraíso Natural
O dia inteiro em Tatajuba
Dia cheio

O dia inteiro em Tatajuba

Um day trip cheio a oeste, de 4x4 e balsa. Cruze as dunas de Jijoca até Tatajuba, a vila à beira da lagoa com a duna móvel gigante que se desce até a água. Passe pela Lagoa Azul, de água rasa e clara, no caminho de volta. Leve dinheiro para a balsa e para o almoço na beira da lagoa. Saia cedo: é dia inteiro de estrada de areia.

  • 1Tatajuba, a duna e a lagoa
  • 2Lagoa Azul
  • 3O dia nas dunas de Jijoca
Um dia de kite no Preá
Dia cheio

Um dia de kite no Preá

O dia do vento, do outro lado. Vá ao Preá pela manhã e caia na água: quem já anda de kite passa o dia em downwind pela praia larga e vazia; quem está começando faz o curso com instrutor no mar raso. Almoce de pé na areia no Rancho do Peixe, ponto de encontro dos velejadores. O vento é mais firme de agosto a dezembro. Quem não vela aproveita o day-use e a praia.

  • 1Kitesurf na praia do Preá
  • 2Aula de kitesurf para iniciantes no Preá
  • 3Rancho do Peixe
O mangue do Guriú e os cavalos-marinhos
Com criançaDia leve

O mangue do Guriú e os cavalos-marinhos

A ponta mais quieta do passeio, no fim da tarde. Saia de canoa pelo mangue do Guriú, remado por um pescador, à procura dos cavalos-marinhos na água calma. Depois, suba a duna do Guriú para um pôr do sol sem a multidão da vila. É programa devagar, de natureza e silêncio, ótimo com criança e sem esforço. Vá de repelente e prestigie quem trabalha pela conservação.

  • 1Passeio de canoa pelo mangue do Guriú
  • 2O pôr do sol da duna do Guriú
Cavalgada e sossego no Preá
Dia leve

Cavalgada e sossego no Preá

Um dia calmo na praia deserta. De manhã, banho tranquilo e caminhada longa pela Praia do Preá, de mar raso e morno. No fim da tarde, cavalgada pela beira-mar, no passo, com o sol baixando na frente e quase ninguém à volta. Feche com um sushi de pé na areia no Kite Sushi Bar. Programa de ritmo lento, para descansar do bugue e da duna.

  • 1Praia do Preá
  • 2Cavalgada na praia do Preá
  • 3Kite Sushi Bar
Dia de vento forte ou céu fechado na vila
Dia de chuvaDia leve

Dia de vento forte ou céu fechado na vila

O plano de quando o dia amanhece fechado ou o vento está bravo demais para o mar. Reserve a manhã para uma massagem ou ioga, sem sair da vila. À tarde, ronde as lojas de rede e artesanato do Beco Doce, protegido do sol. Jante no Chocolate, de cozinha autoral, para uma noite mais arrumada. Nenhum trecho depende de duna nem de estrada de areia.

  • 1Massagem e ioga ao pôr do sol
  • 2Artesanato, redes e labirinto na vila
  • 3Chocolate

Onde ficar

4 regiões, 4 jeitos de fazer a viagem

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são as regiões que valem a base, cada uma com a sua cara.

Vila de Jericoacoara

Vila de Jericoacoara

Rua Principal / Praia de Jericoacoara / Duna do Pôr do Sol
primeira vezfamíliasvida noturnacharme

O coração do destino, e onde quase todo mundo se hospeda: a vila de rua de areia, entre a praia e a Duna do Pôr do Sol, com a Rua Principal cheia de pousada, restaurante, loja de rede e roda de forró à noite. É a base para quem chega pela primeira vez e quer tudo a pé, do banho de mar ao jantar, do artesanato à duna do fim de tarde. Aqui está o comércio, a vida noturna e a maior parte da hotelaria de charme. Em troca, é o ponto mais movimentado e mais caro: na alta estação a Rua Principal fica cheia, e o sossego mora nas pousadas de fundo, longe do burburinho.

Lagoas de Jijoca & Tatajuba

Lagoas de Jijoca & Tatajuba

Lagoa do Paraíso / Lagoa Azul / Jijoca / Tatajuba
famíliassossegocharme

O interior de água doce que ninguém esquece: a região de Jijoca de Jericoacoara guarda a Lagoa do Paraíso e a Lagoa Azul, de água morna cor de piscina, com as famosas redes montadas dentro d'água e as barracas de pé na areia. É onde se passa o dia mais preguiçoso da viagem, de rede na lagoa e caju na mão, e é o programa certo com criança pequena, porque não tem onda nem correnteza. Poucos dormem aqui, do outro lado das dunas em relação à vila; a maioria vem de bugue ou 4x4 para o dia e volta ao anoitecer. Vale como base só para quem quer o silêncio total e o campo em volta, com o custo da distância de tudo o mais.

Praia do Preá

Praia do Preá

Praia do Preá / Guriú
famíliassossegocharme

A doze quilômetros da vila, do outro lado, uma praia larga e quase vazia que virou um dos melhores picos de kitesurf do mundo: dez meses de vento por ano e um mar raso e limpo que faz do Preá a escola de quem está aprendendo e o parquinho de quem já sabe. É mais calmo e mais espaçoso que Jeri, com pousadas de pé na areia e centros de esporte na água que também servem de restaurante e day-use. Boa base para o casal ou a família que vem pelo vento e quer dormir com o mar na frente, longe do movimento da Rua Principal. O preço do sossego é depender de transfer para chegar à vila e à vida noturna.

Guriú & o mangue

Guriú & o mangue

Guriú / Mangue do Guriú
sossegofamíliascharme

A ponta mais quieta do passeio: a vila de pescadores do Guriú, entre as dunas e um mangue de água calma onde vivem os cavalos-marinhos. É parada de meio dia mais do que base de dormida, o programa devagar da viagem: canoa pelo mangue ao entardecer, a duna do Guriú para um pôr do sol sem multidão e a travessia de balsa que separa o Preá do resto do litoral. Vá por um dia, pela natureza e pelo silêncio; para dormir, a vila e o Preá resolvem melhor.

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A gente já conhece Jericoacoara. Diga com quem você vai e por quantos dias, e o Volá monta o roteiro do jeito de vocês.

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