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Reino Unido

Londres

A cidade que se anda por bairro e nunca acaba.

9roteiros de um dia39passeios curados18restaurantes4bairros pra ficar
Foto: acervo Volá

O destino

Por que Londres

A cidade que se anda por bairro e nunca acaba. Londres cabe a pé em pedaços: Westminster e a beira do Tâmisa de manhã, os museus de South Kensington à tarde, a City e a Torre no dia seguinte, e o metrô mais antigo do mundo costurando o resto. É onde a viagem em família rende mais por libra: os grandes museus, do British ao Natural History, entram de graça, e são justamente os melhores do planeta para uma criança. Some a isso teatro do West End, mercado de comida em cada bairro e um verde de parque que ninguém espera de uma metrópole. A régua aqui é simples: cortar o que é fila de foto e ficar com o que a cidade faz melhor que qualquer outra. Chove, é caro e é grande demais para um fim de semana. Em compensação, é o destino europeu que uma família visita três vezes na vida e sai diferente das três.

Quando ir

De maio a setembro Londres entrega o verão que promete: dias que só escurecem depois das nove, parque cheio, esplanada aberta e o Tâmisa em festa. Junho e julho são o ponto alto, com o risco de multidão e hotel caro; agosto esvazia de londrino e enche de turista. O Natal é o outro pico, e vale: a cidade se ilumina de Regent Street a Kew, há mercado e patinação por toda parte, e o frio compensa portas adentro. Evite janeiro e fevereiro se o que você quer é rua: escurece às quatro da tarde e chove miúdo e cinzento por semanas, embora seja quando o hotel custa metade e o museu fica vazio. Não conte com calor: mesmo em julho o inglês comemora vinte e cinco graus, e um casaco leve entra na mala o ano inteiro.

Londres
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

9 dias já montados em Londres

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

Westminster e a South Bank num dia
Dia cheio

Westminster e a South Bank num dia

O primeiro dia de qualquer viagem a Londres. Comece pela Abadia de Westminster na abertura, atravesse a ponte para a margem sul e faça a caminhada à beira do rio, almoce no Borough Market e feche a tarde na London Eye, com a cidade dourando lá de cima. Tudo a pé e plano, com o Tâmisa sempre do lado.

  • 1Abadia de Westminster
  • 2Westminster e a South Bank a pé
  • 3Borough Market
  • 4A roda-gigante London Eye
Os museus de South Kensington com as crianças
Com criançaDia de chuva

Os museus de South Kensington com as crianças

O dia que salva a viagem quando chove e a criança precisa gastar energia. Natural History pela manhã, com os dinossauros logo cedo, o Science Museum depois do almoço, e o café da rede Dishoom no meio para recarregar. Os dois museus são de graça e ficam a três minutos um do outro; não tente os dois inteiros, escolha as galerias.

  • 1Natural History Museum
  • 2Science Museum
  • 3Dishoom Kensington
Um dia de chuva entre o British e a National Gallery
Dia de chuva

Um dia de chuva entre o British e a National Gallery

Quando o céu fecha, os dois maiores museus gratuitos do centro resolvem o dia sem um passo ao relento. Manhã no British Museum, com o Egito e a Grécia, tarde na National Gallery, na Trafalgar Square, e no meio o chá da tarde inglês, a instituição mais aconchegante da cidade. Nenhum trecho a céu aberto passa de cinco minutos.

  • 1British Museum
  • 2The National Gallery
  • 3O chá da tarde inglês
A City, a Torre e a ponte
Dia cheio

A City, a Torre e a ponte

O dia da Londres antiga, à beira do rio. Suba à cúpula da Catedral de São Paulo de manhã, atravesse a Millennium Bridge, almoce no St. John, em Smithfield, e passe a tarde na Torre de Londres com as joias da coroa, fechando na Tower Bridge ao lado. É um dia cheio e de muita caminhada; calçado firme.

  • 1Catedral de São Paulo
  • 2St. John
  • 3A Torre de Londres e as joias da coroa
  • 4A Tower Bridge por dentro
Covent Garden e uma noite no West End
Dia cheio

Covent Garden e uma noite no West End

A tarde e a noite do centro nervoso da cidade. Faça a caminhada por Covent Garden, Soho e o West End no fim da tarde, jante no Rules, o restaurante mais antigo de Londres, e feche com um musical numa das salas a dois minutos a pé. É o programa clássico de teatro e mesa, tudo colado, sem pegar transporte.

  • 1Covent Garden, Soho e o West End a pé
  • 2Rules
  • 3Um musical no West End
Uma tarde no Hyde Park com as crianças
Com criançaDia leve

Uma tarde no Hyde Park com as crianças

O dia leve entre dois de museu. Deixe a criança gastar as pernas no Diana Memorial Playground, caminhe o parque até a Serpentine e termine em Harrods, a dez minutos, para o passeio pelos salões de comida. Nenhuma pressa, nenhum ingresso com hora marcada, muito verde e um sorvete no caminho.

  • 1O Diana Memorial Playground
  • 2Hyde Park e os Kensington Gardens
  • 3Harrods
Greenwich, o tempo e o rio
Dia cheio

Greenwich, o tempo e o rio

Um dia inteiro do outro lado do Tâmisa, melhor chegando de barco. Faça a caminhada de Greenwich subindo do Cutty Sark ao observatório, visite o Museu Marítimo pelo caminho e almoce no Trafalgar Tavern, o pub de Dickens à beira do rio. Pise no meridiano zero com um pé em cada hemisfério e volte pela vista do alto do parque.

  • 1Greenwich a pé: o meridiano e o observatório
  • 2National Maritime Museum
  • 3The Trafalgar Tavern
Verde a oeste: Kew e Richmond Park
Com criançaDia leve

Verde a oeste: Kew e Richmond Park

O dia de fugir da cidade sem sair de Londres, no sudoeste verde. Manhã inteira nos jardins de Kew, com as estufas vitorianas e a passarela sobre as copas, e fim de tarde em Richmond Park, entre os veados soltos e a vista protegida do alto da colina. Muito espaço para a criança correr e nenhum museu para cansar.

  • 1Os Kew Gardens
  • 2Richmond Park e os veados
Uma noite em Soho
Dia cheio

Uma noite em Soho

A noite do casal, quando a criança fica no hotel. Comece pelos pubs históricos de Soho no fim da tarde, jante de pé no balcão do Barrafina, sem reserva, e feche com um musical no West End, a poucos quarteirões. É a Londres que sai à noite, toda a pé, num raio de dez minutos.

  • 1Uma noite pelos pubs de Soho
  • 2Barrafina
  • 3Um musical no West End

Onde ficar

4 bairros, 4 jeitos de viver Londres

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são os bairros que valem a base, cada um com a sua cara.

Westminster & South Bank

Westminster & South Bank

Westminster / South Bank / Southwark
primeira vezfamílias

O coração cerimonial de Londres e a margem que ficou de frente para ele. Em Westminster estão o Parlamento, o Big Ben, a Abadia e o caminho até Buckingham; do outro lado do rio, a South Bank virou o calçadão cultural da cidade, com a London Eye, o Tate Modern e teatro a céu aberto. É a base mais óbvia para a primeira vez e a mais fácil com criança: tudo o que ela reconhece de cartão-postal está a uma travessia de ponte, e a caminhada à beira do Tâmisa é plana e cheia de gente. Em troca, é a zona mais turística e a que esvazia à noite do lado de Westminster. Fique aqui se você tem poucos dias e quer sair do hotel já dentro do postal.

South Kensington & os museus

South Kensington & os museus

South Kensington / Knightsbridge / Notting Hill
famíliassossegocharme

O bairro dos grandes museus e do parque real. Em três quarteirões de South Kensington estão o Natural History, o Science e o Victoria and Albert, os três de graça e os três capazes de segurar uma família um dia inteiro; ao lado, o Hyde Park e os Kensington Gardens dão o pulmão. É a base mais civilizada para quem viaja com criança: ruas largas de casarão branco, sossego à noite, museu na esquina e Harrods a dez minutos. Custa mais e fica longe do burburinho do West End, o que é defeito ou qualidade conforme a viagem. Fique aqui se a prioridade é museu, parque e dormir em paz.

The City, Covent Garden & West End

The City, Covent Garden & West End

City of London / Covent Garden / Soho / Mayfair
primeira vezgastronomiavida noturna

O centro que não dorme. A City é a Londres antiga e vertical, da Catedral de São Paulo à Torre de Londres, colada ao Tâmisa e à Tower Bridge; a oeste, Covent Garden, Soho e o West End concentram teatro, restaurante e a vida noturna da cidade. É a base para quem quer estar no meio de tudo e sair a pé para jantar e ver um musical na mesma noite. Em troca, é a zona mais barulhenta, mais cara e mais cheia, e a City propriamente dita esvazia no fim de semana. Fique aqui se você vem por comida, teatro e movimento, e não se importa de pagar por isso.

Greenwich & os bate-voltas

Greenwich & os bate-voltas

Greenwich / Richmond / Kew / Windsor
famíliassossegocusto baixo

A Londres do rio e do verde, e a porta para o que fica além do centro. Greenwich é uma cidade dentro da cidade: o meridiano zero, o observatório no alto do parque, o veleiro Cutty Sark e o casario naval de Christopher Wren, tudo a vinte minutos de barco pelo Tâmisa. Daqui também saem os grandes bate-voltas de família — o Studio dos filmes de Harry Potter, o Castelo de Windsor, os jardins de Kew e os veados de Richmond Park. É a base mais barata e a mais tranquila, boa para quem já conhece o centro ou viaja com criança que precisa de espaço para correr. Em troca, você está longe do West End e depende do barco, do trem ou do carro. Fique aqui pela grama, pelo rio e pelo preço.

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A gente já conhece Londres. Diga com quem você vai e por quantos dias, e o Volá monta o roteiro do jeito de vocês.

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