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Espanha

Madri & arredores

A capital que não tem mar, não tem rio de cartão-postal e ainda assim é a cidade que mais se diverte da Espanha.

10roteiros de um dia38passeios curados18restaurantes4bairros pra ficar
Foto: acervo Volá

O destino

Por que Madri

A capital que não tem mar, não tem rio de cartão-postal e ainda assim é a cidade que mais se diverte da Espanha. Madri é planalto puro no coração da Península, e o que ela entrega é o que se anda a pé: o maior conjunto de museus de pintura do mundo em três quarteirões, um parque que é a sala de estar da cidade, um centro imperial de granito e um circuito de tabernas onde se come e se bebe da tarde à madrugada. É destino de quatro ou cinco dias que se estica com facilidade, porque a uma hora de comboio estão Toledo, Segóvia, El Escorial e Aranjuez, cada um um dia inteiro. O que Madri pede é fôlego: a cidade come tarde, janta às dez e fecha às quatro da manhã, e esse ritmo cansa quem viaja com criança pequena. E não é destino de praia nem de natureza — é urbano do começo ao fim.

Quando ir

Madri rende na primavera, de abril a meados de junho, e no outono, de setembro a novembro: dias longos, esplanada aberta, o Retiro em cor e temperatura de andar o dia inteiro. Fuja de julho e agosto — o verão do planalto é escaldante, seco, de 38 a 40 graus ao meio-dia, e a cidade se esvazia porque o próprio madrileno foge para o mar ou para a serra; muitas casas boas fecham para férias e a rua ferve. O inverno é frio e seco, com dias curtos, mas a cidade continua ótima portas adentro, os museus estão vazios e o Natal enche o centro de luzes e de gente. Se vier no verão, organize o dia pela sombra: museu e mercado no calor do meio-dia, rua só no fim da tarde.

Madri & arredores
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

10 dias já montados em Madri

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

O Madri imperial num dia
Dia cheio

O Madri imperial num dia

O primeiro dia de qualquer viagem a Madri. Faça o passeio a pé dos Áustrias de manhã, com uma parada de petiscos no Mercado de San Miguel, visite o Palácio Real logo depois e feche com o almoço tardio de cochinillo no Botín, a dois passos da Plaza Mayor. Tudo a pé, plano, no coração histórico. Vá cedo, antes de o sol e a multidão tomarem as praças.

  • 1O Madri dos Áustrias a pé
  • 2Palácio Real de Madri
  • 3Sobrino de Botín
O Triângulo da Arte e o Retiro
Dia cheio

O Triângulo da Arte e o Retiro

O dia dos museus e do parque. Comece no Prado logo na abertura, com vinte quadros escolhidos e nada de tentar ver tudo, almoce uma comida de taberna no Casa Alberto, ali no Barrio de las Letras, e passe a tarde no Retiro, do lago ao Palácio de Cristal. Três programas na mesma vizinhança, sem pegar metrô. No verão, inverta: museu no calor do meio-dia, parque no fim da tarde.

  • 1Museo del Prado
  • 2Casa Alberto
  • 3Parque del Retiro
  • 4Palacio de Cristal do Retiro
Um dia entre museus
Dia de chuva

Um dia entre museus

Quando o tempo fecha ou o calor aperta demais para a rua: Reina Sofía de manhã, direto à Guernica antes do grupo de excursão, almoço no Triciclo e a tarde no Thyssen, o mais leve dos três grandes. Os três estão colados ao Paseo del Prado e nenhum trecho ao ar livre passa de cinco minutos. O dia inteiro dentro, sem perder Madri.

  • 1Museo Reina Sofía
  • 2Triciclo
  • 3Museo Thyssen-Bornemisza
O Retiro e os jardins com as crianças
Com criança

O Retiro e os jardins com as crianças

Um dia sem esforço e sem museu para as crianças gastarem energia. Manhã no Retiro, com barco no lago e o Palácio de Cristal, uma pausa fresca à sombra no Jardín Botânico e, se der vontade de teto, a estação-fantasma de Chamberí, que encanta criança. Tudo plano, tudo verde, e nada que exija ficar quieto. Leve água e lanche no calor.

  • 1Parque del Retiro
  • 2Palacio de Cristal do Retiro
  • 3Real Jardín Botánico
Salamanca, compra e tortilha
Dia leve

Salamanca, compra e tortilha

Um dia de ritmo lento no bairro elegante. Comece pela tortilha do Casa Dani no Mercado de la Paz, dê a volta pela Milla de Oro para as vitrines e feche com uma hora tranquila no Museo Lázaro Galdiano, quase sempre vazio. Pouca caminhada, nenhuma fila, nenhum degrau. O dia certo para descansar as pernas sem parar de ver Madri.

  • 1Casa Dani
  • 2Compras na Milla de Oro
  • 3Museo Lázaro Galdiano
Malasaña, Sorolla e um vermute
Dia cheio

Malasaña, Sorolla e um vermute

O dia do Madri de morador. Comece no Museo Sorolla, a casa mais encantadora da cidade, desça a pé por Malasaña vendo as lojinhas de autor e a Plaza del Dos de Mayo, e feche o fim de tarde num vermute na Bodega de la Ardosa. Tudo em Chamberí e Malasaña, longe do turista e por pouco dinheiro. Deixe a noite livre para as tabernas de Ponzano.

  • 1Museo Sorolla
  • 2Malasaña e o Dos de Mayo a pé
  • 3Bodega de la Ardosa
Toledo num dia
Dia cheio

Toledo num dia

O melhor bate-volta de Madri. Meia hora de trem de Atocha e você passa o dia inteiro numa cidade de pedra sobre o Tejo: catedral, Alcázar, sinagoga e o El Greco de Santo Tomé, tudo a pé subindo e descendo ladeiras. No meio, um almoço de perdiz e o mazapán das freiras. Volte no fim da tarde, com a luz batendo nas muralhas do Mirador del Valle. Calçado firme e trem comprado com antecedência.

  • 1Toledo a pé, a cidade das três culturas
  • 2O mazapán e a perdiz de Toledo
Segóvia num dia
Dia cheio

Segóvia num dia

Meia hora de trem-bala ao norte, atravessando a serra, para uma cidade coroada por um aqueduto romano e um Alcázar de conto de fadas. A manhã é do aqueduto à catedral e ao castelo, a pé; o almoço é o cochinillo assado do Mesón de Cándido, aos pés do aqueduto, cortado com a borda de um prato à mesa. Um dia inteiro de sobra, com trem que volta a Madri em trinta minutos.

  • 1Segóvia a pé, do aqueduto ao Alcázar
  • 2O cochinillo do Mesón de Cándido, em Segóvia
El Escorial e a serra
Dia cheio

El Escorial e a serra

Uma hora a noroeste, aos pés de Guadarrama, o mosteiro colossal de Filipe II e o panteão dos reis da Espanha ocupam a manhã inteira. À tarde, uma caminhada curta até a Silla de Filipe II devolve a melhor vista do conjunto, com o ar fresco do pinhal — bem-vindo depois do granito. Um dia que junta o peso da história e o alívio da montanha, no verão em que Madri ferve.

  • 1Monasterio de El Escorial
  • 2A Silla de Filipe II, em El Escorial
Aranjuez em família
Com criança

Aranjuez em família

O bate-volta mais fácil com crianças. Na primavera e no outono, vá de Tren de la Fresa, a locomotiva histórica com morangos servidos a bordo, e passe o dia entre o palácio real e os hectares de jardins frescos à beira do Tejo. Sombra de sobra, espaço para correr e bicicleta pelos caminhos. Fora da temporada do trem, o trem de cercanias leva no mesmo tempo. Um dia verde e sem esforço.

  • 1O Tren de la Fresa a Aranjuez
  • 2Palacio Real e os jardins de Aranjuez

Onde ficar

4 bairros, 4 jeitos de viver Madri

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são os bairros que valem a base, cada um com a sua cara.

Centro — Sol, Gran Vía & Áustrias

Centro — Sol, Gran Vía & Áustrias

Sol / Gran Vía / Palacio / Ópera / La Latina
primeira vez

O coração histórico de Madri, do quilômetro zero na Puerta del Sol ao Palácio Real, passando pela Plaza Mayor e pelo casario dos Áustrias, o bairro que os reis construíram. É a base da primeira vez: tudo o que se vê no primeiro dia está a dez minutos a pé, o metrô sai de Sol para toda parte e a Gran Vía, a duas quadras, tem cinema, teatro e loja aberta até tarde. Em troca, é a zona mais turística e a mais barulhenta à noite — a Cava Baja e a Gran Vía não dormem. Fique aqui se você tem poucos dias e quer sair do hotel já dentro do Madri de cartão-postal.

Las Letras, Retiro & Jerónimos

Las Letras, Retiro & Jerónimos

Barrio de las Letras / Huertas / Jerónimos / Retiro / Atocha
famíliassossegoprimeira vez

O eixo da cultura e do verde: o Barrio de las Letras, onde moraram Cervantes e Lope de Vega, colado ao Paseo del Prado e ao Triângulo da Arte — Prado, Reina Sofía e Thyssen a poucos metros um do outro. Do outro lado do bulevar começam os Jerónimos e o Parque del Retiro, que é onde Madri respira. É a base mais civilizada para família: os museus na porta, o parque para gastar a energia das crianças, ruas mais calmas à noite e ainda assim tudo a pé. Custa mais que o centro e tem menos vida de rua tarde da noite — que para quem viaja com criança é exatamente a vantagem.

Salamanca

Salamanca

Serrano / Recoletos / Goya / Lista
charmegastronomia

O bairro elegante de Madri, desenhado no século XIX em quadrícula larga: prédios senhoriais, calçada arborizada e a Milla de Oro, a rua das grifes entre Serrano e Ortega y Gasset. É onde ficam o alto padrão da cidade e boa parte das mesas de estrela, e onde se anda sem multidão de turista. Fique aqui pelo sossego de bairro rico, pela compra e pela gastronomia — e aceite o preço, que é o mais alto da cidade, e a distância a pé um pouco maior até o centro histórico, que o metrô resolve em dez minutos.

Chamberí & Malasaña

Chamberí & Malasaña

Chamberí / Malasaña / Ponzano / Conde Duque
gastronomiavida noturna

O Madri de quem mora em Madri. Chamberí é bairro burguês e tranquilo, com a Calle Ponzano virada num corredor de tapas que a cidade inteira frequenta; Malasaña, ao lado, é o bairro alternativo, de lojinha de autor, café de terceira onda e a noite mais jovem da cidade. Juntos são a base para quem quer comer e sair como madrileno, longe do circuito turístico e por menos dinheiro. É a zona mais barulhenta de Malasaña nos fins de semana à noite; Chamberí, uma quadra adiante, devolve o silêncio.

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