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Alemanha

Munique, Baviera & Áustria alpina

Uma cidade grande e organizada como base, e os Alpes começando a menos de uma hora dela em qualquer direção.

10roteiros de um dia36passeios curados17restaurantes4regiões pra ficar
Foto: acervo Volá

O destino

Por que Munique

Uma cidade grande e organizada como base, e os Alpes começando a menos de uma hora dela em qualquer direção. De Munique se puxa um fio que passa pelos castelos de Ludwig, pelos lagos verdes de Berchtesgaden, pela fortaleza de Salzburg e pelos vales do Tirol, tudo ligado por autoestrada rápida e trem que sobe a montanha. É viagem de carro com criança no banco de trás: as distâncias entre uma parada e a seguinte cabem numa manhã, e cada vale tem teleférico, lago para nadar e uma cabana de madeira servindo knödel no fim. A região vira de cara duas vezes no ano — no verão é trilha, água e gôndola; no inverno é esqui e mercado de Natal — e as duas versões valem a passagem. Alemanha e Áustria dividem a mesma montanha aqui, e para quem chega de fora a fronteira é só uma placa.

Quando ir

Junho a setembro é a temporada cheia dos Alpes: os teleféricos abertos, os lagos em temperatura de banho, as trilhas sem neve e os dias longos até as nove da noite. Julho e agosto lotam os castelos e os vilarejos-postal como Hallstatt — reserve tudo antes e chegue cedo. Fim de setembro traz a Oktoberfest a Munique. Dezembro a março é a outra viagem: as estações de esqui do Ski amadé e de Zell am See-Kaprun em plena neve, e os mercados de Natal montados nas praças de Munique, Salzburg e Innsbruck. Maio e outubro são as janelas de sossego e preço menor, com o risco de que alguma gôndola ou o barco do Königssee ainda não tenha aberto ou já tenha fechado a temporada. Evite novembro e o começo de dezembro, quando o verão acabou e a neve ainda não firmou.

Munique, Baviera & Áustria alpina
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

10 dias já montados entre Munique e os Alpes

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

Munique num dia
Dia cheio

Munique num dia

O primeiro dia de qualquer viagem por aqui. Faça o passeio a pé pela cidade velha de manhã, pegando o carrilhão da Marienplatz ao meio-dia, almoce na cave do Ratskeller, ali mesmo embaixo da praça, e passe a tarde no Englischer Garten — parando para ver os surfistas do Eisbach e terminar num beer garden. Tudo central, quase tudo a pé.

  • 1Munique a pé: Marienplatz, catedral e Residência
  • 2Spatenhaus an der Oper
  • 3Englischer Garten e os surfistas do Eisbach
Um dia de chuva em Munique
Dia de chuva

Um dia de chuva em Munique

Quando o tempo fecha, Munique tem teto de sobra. Comece com o Schmalznudel quente do Café Frischhut, passe a manhã no Deutsches Museum — que sozinho aguenta o dia — e, se ainda sobrar tempo e paciência de criança, feche na vitrine da BMW, que é coberta e de graça. Nenhum trecho ao ar livre passa de cinco minutos.

  • 1Café Frischhut
  • 2Deutsches Museum
  • 3BMW Welt e o BMW Museum
Munique com as crianças
Com criança

Munique com as crianças

Um dia no ritmo dos pequenos: manhã no zoo de Hellabrunn, à beira do Isar, com bichos de fazenda e playground; almoço de salsicha em pé no Viktualienmarkt, a caminho do centro; e o Schmalznudel do Frischhut como recompensa do fim da tarde. Sem relógio apertado e sem trajeto longo.

  • 1Tierpark Hellabrunn, o zoo de Munique
  • 2Viktualienmarkt
  • 3Café Frischhut
O castelo de Neuschwanstein e um jantar bávaro
Dia cheio

O castelo de Neuschwanstein e um jantar bávaro

O dia do castelo de conto. Suba a Neuschwanstein na primeira sessão da manhã, antes das excursões, e reserve tempo para a ponte Marienbrücke, de onde sai a foto. Na volta para o vale de Garmisch, feche a noite no Gasthof Fraundorfer, com comida bávara e a dança de tamancos. Reserve o ingresso do castelo com semanas de antecedência.

  • 1Castelo de Neuschwanstein
  • 2Gasthof Fraundorfer
Königssee e o Ninho da Águia
Dia cheio

Königssee e o Ninho da Águia

Um dia inteiro em Berchtesgaden, do lago ao cume. De manhã, o barco elétrico cruza o Königssee até a capela de São Bartolomeu, com almoço de truta defumada na margem. À tarde, o ônibus especial sobe ao Ninho da Águia para a vista que fecha os Alpes. Vá em dia limpo — os dois programas dependem do tempo aberto — e reserve o ônibus do cume.

  • 1Königssee e a igreja de São Bartolomeu, de barco
  • 2Restaurant St. Bartholomä
  • 3O Ninho da Águia (Kehlsteinhaus)
Garmisch: o desfiladeiro e o teto da Alemanha
Dia cheio

Garmisch: o desfiladeiro e o teto da Alemanha

A dupla clássica de Garmisch. De manhã, o desfiladeiro de Partnachklamm, colado à água por túneis na rocha — leve capa de chuva. Depois, o trem cremalheira ou o teleférico até o topo da Zugspitze, para a neve e a vista de fronteira. Jantar bávaro no Fraundorfer fecha o dia. É montanha cheia; guarde energia para a altitude à tarde.

  • 1O desfiladeiro de Partnachklamm
  • 2Zugspitze, o teto da Alemanha
  • 3Gasthof Fraundorfer
Salzburg num dia
Dia cheio

Salzburg num dia

A cidade de Mozart de ponta a ponta. Passeio a pé pela manhã, do jardim de Mirabell à Getreidegasse e às praças da catedral, seguido do funicular à fortaleza Hohensalzburg, para a vista de cima. Jantar no St. Peter Stiftskulinarium, dentro da abadia — um dos restaurantes mais antigos da Europa. Tudo dentro da cidade velha, a pé.

  • 1Salzburg a pé: Getreidegasse, catedral e Mozart
  • 2Fortaleza Hohensalzburg
  • 3St. Peter Stiftskulinarium
Um dia devagar em Hallstatt
Dia leve

Um dia devagar em Hallstatt

O dia lento do país dos lagos. Chegue cedo a Hallstatt, antes dos ônibus, e ande o vilarejo inteiro sem pressa enquanto ele ainda está vazio — o mirante Skywalk resolve a vista de cima. Almoce a truta do lago no terraço do Bräugasthof, à sombra da castanheira, com a água do lado. Nenhum esforço, nenhum relógio.

  • 1Hallstatt: o vilarejo, o lago e o Skywalk
  • 2Bräugasthof am Hallstättersee
Zell am See com as crianças
Com criança

Zell am See com as crianças

Montanha de manhã, lago de tarde — a fórmula que nunca falha com criança nos Alpes. Suba a Schmittenhöhe de teleférico para a trilha temática e a casa das marmotas no cume, e desça para uma tarde no lago de Zell: praia de grama, pedalinho e banho de água doce. Leve muda de roupa e blusa para o alto.

  • 1Schmittenhöhe, a montanha das famílias em Zell am See
  • 2O lago de Zell e as praias de água doce
Innsbruck num dia
Dia cheio

Innsbruck num dia

Cidade e montanha na mesma tarde. Passeio a pé pela cidade velha de manhã, do Telhado de Ouro às igrejas, e depois o funicular de Zaha Hadid subindo direto do centro à Nordkette, a dois mil metros — da rua à rocha nua em quinze minutos. Jantar na Wilderin, se a mesa estiver reservada, ou no beer garden do Stiftskeller com as crianças.

  • 1Innsbruck a pé: Telhado de Ouro e a cidade velha
  • 2Nordkette: de funicular ao topo de Innsbruck
  • 3Die Wilderin

Onde ficar

4 regiões, 4 jeitos de fazer a viagem

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são as regiões que valem a base, cada uma com a sua cara.

Munique

Munique

Altstadt / Marienplatz / Maxvorstadt
primeira vezfamíliasgastronomia

A capital da Baviera é o pouso natural: aeroporto grande com voo direto do Brasil, centro caminhável em volta de uma praça só, e transporte público que resolve sem carro. É a base mais fácil para o primeiro e o último trecho da viagem — o corpo se recupera do voo aqui antes de encarar a estrada, e o carro alugado se pega na saída. Com criança rende: parques enormes, um zoo dos bons, museus de ciência e carro, e cervejaria com mesa comprida onde ninguém liga para barulho de gente pequena. Fique perto da Marienplatz se quer tudo a pé, ou junto ao Englischer Garten se prefere verde na porta.

Alpes Bávaros

Alpes Bávaros

Garmisch-Partenkirchen / Füssen / Schwangau / Berchtesgaden
famíliascharmesossego

A borda sul da Baviera, onde a planície bate na montanha: Garmisch-Partenkirchen aos pés do Zugspitze, o pico mais alto da Alemanha; Füssen e os castelos de Ludwig; e Berchtesgaden com o Königssee entre paredões. É a base para quem quer os Alpes sem cruzar a fronteira e com tudo em alemão — trilha de desfiladeiro, lago glacial de barco, castelo de conto e o trem cremalheira que sobe ao gelo. Distâncias curtas de carro entre os vales, vilarejos que ainda são vilarejos, e uma cama de hotel com vista de pico. Precisa de carro. É a região mais bonita da parte alemã e a que mais recompensa quem sai da cidade.

Salzburg & Salzkammergut

Salzburg & Salzkammergut

Salzburg / Hallstatt / Wolfgangsee / Zell am See / Flachau
primeira vezfamíliascharme

Cruzada a fronteira, a primeira cidade austríaca é Salzburg: a cidade de Mozart, com a fortaleza no morro e a cidade velha barroca comprimida embaixo. Ao redor dela abre o Salzkammergut, o país dos lagos — Wolfgangsee, o postal impossível de Hallstatt — e, subindo o vale para o sul, os vilarejos de montanha de Flachau e Zell am See, que no inverno viram estação de esqui e no verão viram lago e teleférico. É a base mais versátil da viagem: cidade de manhã, lago à tarde, e a montanha a qualquer dia. Salzburg se faz a pé; para os lagos e os vales, carro.

Tirol & Innsbruck

Tirol & Innsbruck

Innsbruck / Wattens / Seefeld / vales do Tirol
famíliassossegocharme

O oeste austríaco, apertado entre paredes de rocha: Innsbruck, a única capital alpina que é cidade de verdade, com a montanha subindo do fim da rua e um funicular que sai do centro para dois mil metros em minutos. É a base para quem quer os vales do Tirol — rafting no rio glacial, parapente sobre o vale, os Mundos de Cristal Swarovski — sem abrir mão de café bom e cidade velha. Fica no caminho de quem chega de Munique pela A8 ou volta pelo túnel do Brenner, e dá para usá-la como cabeça de ponte para o resto dos Alpes. Menos óbvia que Salzburg, e por isso mais tranquila.

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A gente já conhece Munique. Diga com quem você vai e por quantos dias, e o Volá monta o roteiro do jeito de vocês.

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