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Áustria

Viena & arredores

A capital que foi centro de um império e nunca deixou de agir como tal: palácio, ópera, café de mármore e uma ordem que se sente na rua.

10roteiros de um dia33passeios curados18restaurantes4bairros pra ficar
Foto: acervo Volá

O destino

Por que Viena

A capital que foi centro de um império e nunca deixou de agir como tal: palácio, ópera, café de mármore e uma ordem que se sente na rua. Viena cabe a pé no primeiro distrito, tem o melhor transporte público da Europa e uma vida musical que não existe igual em nenhum outro lugar — do Musikverein ao concerto de bairro. É a cidade certa para quem quer conforto, cultura densa e nada de improviso. Em troca, cobra a fatura do padrão imperial: é formal e é cara, o café e o palácio têm preço de museu, e há um ar sério e reservado que não é frieza, mas também não é a festa fácil de Lisboa ou de Barcelona. Não venha por espontaneidade; venha pelo que só uma antiga capital do mundo consegue entregar. E os arredores fecham o pacote: em uma hora de trem se chega ao Danúbio da Wachau, a Bratislava ou às termas do bosque de Viena.

Quando ir

De abril a outubro Viena entrega o que promete: dias longos, jardim aberto, esplanada de café, o Prater e as ilhas do Danúbio cheios de vienense. Maio e junho são o ponto — verde, luz e antes do calor de julho e agosto, que aperta e enche. Setembro tem clima perfeito e a cidade de volta ao ritmo, com a temporada de ópera reabrindo. O inverno é a face magra e é honesto dizer: de novembro a março faz frio de verdade, escurece às quatro e quase todo programa a céu aberto encolhe. A exceção que salva dezembro são os mercados de Natal, que valem a viagem por si — vinho quente, luz e madeira em cada praça. Fora deles, no inverno o programa é portas adentro (museu, café, concerto, palácio), o que Viena faz melhor do que qualquer cidade — e a conta do hotel cai bastante.

Viena & arredores
Foto: acervo Volá

Roteiros de um dia

10 dias já montados em Viena

Cada um é um dia inteiro, pensado por quem já foi: o que ver, em que ordem, onde parar pra comer. Filtre pelo tipo de dia que combina com o grupo de vocês.

O coração imperial num dia
Dia cheio

O coração imperial num dia

O primeiro dia de qualquer viagem a Viena. Faça o passeio a pé do 1º distrito de manhã, com a Catedral de Santo Estêvão logo na abertura, almoce a schnitzel do Figlmüller ao lado, e feche a noite ouvindo música na Sala Dourada do Musikverein. Tudo dentro do Ring, a poucos minutos a pé um do outro. Reserve o concerto com antecedência.

  • 1O primeiro distrito a pé
  • 2Figlmüller
  • 3Um concerto no Musikverein
Schönbrunn com as crianças
Com criança

Schönbrunn com as crianças

Um dia inteiro no palácio de verão sem sair da zona: o Schönbrunn logo cedo, com horário marcado, o zoológico mais antigo do mundo ao lado pela manhã, e a subida ao jardim e à Gloriette no fim da tarde, com um café na vista. Tudo a pé dentro do parque, plano e arborizado. Leve lanche e água no verão.

  • 1O Palácio de Schönbrunn
  • 2O zoológico de Schönbrunn (Tiergarten)
  • 3Os jardins de Schönbrunn e a Gloriette
  • 4Café Gloriette
Um dia de chuva entre museus e café
Dia de chuva

Um dia de chuva entre museus e café

Quando o tempo fecha, Viena é a melhor cidade do mundo portas adentro. Passe a manhã no Kunsthistorisches, o museu-palácio dos Habsburgo, almoce na Albertina ou perto dela, veja o Beijo de Klimt no Belvedere à tarde e feche o dia num grande café de mármore, com um Melange e uma fatia de torta. Nenhum trecho ao ar livre passa de cinco minutos.

  • 1Kunsthistorisches Museum
  • 2Albertina
  • 3Belvedere e O Beijo de Klimt
  • 4A tarde num café vienense
Arte, mercado e mesa no 7º
Dia cheio

Arte, mercado e mesa no 7º

O dia da Viena criativa. Comece no MuseumsQuartier, com o Schiele do Leopold, desça até o Naschmarkt para o almoço de mezze na NENI, dê um pulo na Secession para o Friso de Beethoven e feche a tarde perdido nas vielas de Spittelberg. Tudo a pé, no lado mais vivo da cidade, longe da solenidade do centro.

  • 1O MuseumsQuartier e o Leopold Museum
  • 2O Naschmarkt
  • 3NENI am Naschmarkt
  • 4A Secession e o Friso de Beethoven
  • 5As vielas de Spittelberg
O Prater e o Danúbio em família
Com criança

O Prater e o Danúbio em família

Um dia de verão sem museu nenhum: a manhã na areia e na água da Donauinsel, o almoço de joelho de porco no jardim de cerveja do Schweizerhaus e a tarde no Prater, fechando na roda-gigante ao pôr do sol. Tudo do lado de lá do canal, com metrô rápido e espaço de sobra para as crianças correrem. O Schweizerhaus só abre de março a outubro.

  • 1O Danúbio na Donauinsel
  • 2Schweizerhaus
  • 3O Prater e a Roda-Gigante
Wachau: a abadia e o Danúbio
Dia cheio

Wachau: a abadia e o Danúbio

O bate-volta mais bonito de Viena. De manhã, a abadia barroca de Melk no alto do rochedo, com a biblioteca e a vista; à tarde, o cruzeiro rio abaixo pelo vale da Wachau, entre vinhas e damascais, até Dürnstein, para subir ao castelo e almoçar à beira d'água. Os barcos só navegam de abril a outubro; fora disso, faça o trecho de trem.

  • 1A Abadia de Melk
  • 2Dürnstein e um cruzeiro no Danúbio
Bratislava num dia
Dia cheio

Bratislava num dia

Outro país antes do jantar: uma hora rio abaixo até Bratislava, a cidade velha a pé pela manhã, o castelo branco e o almoço na praça, e a volta a tempo de jantar em Viena — um japonês na Praterstraße, ao chegar. Vá de barco no verão ou de trem em qualquer época. Leve o passaporte; é a Eslováquia.

  • 1Bratislava num dia
  • 2Mochi
Termas e trem no sul de Viena
Dia leve

Termas e trem no sul de Viena

O dia lento ao sul da cidade, sem esforço e sem multidão. De manhã, o trem histórico de Semmering pela primeira ferrovia de montanha do mundo, só pela viagem à janela; na volta, um fim de tarde de água quente nas termas de Baden, no pé do Bosque de Viena. Dois programas de trem, nenhuma pressa. Leve casaco: em Semmering é mais frio.

  • 1O trem panorâmico de Semmering
  • 2Baden bei Wien: termas e o bosque de Viena
Vinho e vista ao norte
Dia leve

Vinho e vista ao norte

A Viena das colinas de vinha, tudo do mesmo lado da cidade. A abadia de Klosterneuburg pela manhã, com a prova do vinho monástico; a subida ao Kahlenberg para a vista mais ampla da cidade à tarde; e a noite num Heuriger de Grinzing, com o vinho novo e o bufê frio sob a parreira. De bonde e ônibus, sem carro — vai ter vinho.

  • 1A Abadia de Klosterneuburg
  • 2Kahlenberg e o Bosque de Viena
  • 3Um Heuriger em Grinzing
Os mercados de Natal
Dia cheio

Os mercados de Natal

O único programa que faz valer o inverno de Viena. Passe a tarde entre os mercados de Natal — o grande da Rathausplatz e os mais bonitos do Belvedere e da Spittelberg —, de vinho quente na mão, e entre num grande café para descongelar com um Melange e uma fatia de strudel. Só de meados de novembro à véspera de Natal. Leve luva de verdade; é tudo ao ar livre e faz muito frio.

  • 1Os mercados de Natal (Christkindlmärkte)
  • 2A tarde num café vienense

Onde ficar

4 bairros, 4 jeitos de viver Viena

Onde você dorme muda a viagem inteira. Estes são os bairros que valem a base, cada um com a sua cara.

Innere Stadt — o 1º distrito

Innere Stadt — o 1º distrito

Innere Stadt / Stephansplatz / Graben / Hofburg
primeira vezcharmegastronomia

O centro histórico dentro do Ring, onde a Viena imperial mora: a Catedral de Santo Estêvão no meio, o Hofburg de um lado, a Ópera do outro, e tudo o que a primeira vez quer ver a dez minutos a pé. É a base mais cara da cidade e a mais bonita — você acorda dentro do cartão-postal e sai do hotel já no coração de tudo, sem metrô. Em troca, à noite esvazia (é distrito de escritório e de turista, não de morador) e o restaurante da esquina cobra a vista. Fique aqui se você tem poucos dias e quer o essencial no umbral da porta.

Schönbrunn & Hietzing

Schönbrunn & Hietzing

Schönbrunn / Hietzing / Meidling
famíliassossego

A oeste do centro, ao redor do palácio de verão dos Habsburgo: um bairro residencial arborizado, largo e silencioso, com o Schönbrunn e o zoológico mais antigo do mundo colados um no outro. É a base certa com criança — o maior parque da cidade na porta, ruas planas e calmas, ar de subúrbio elegante — e a mais tranquila para quem foge do burburinho do centro. O metrô leva ao Stephansplatz em quinze minutos, então você não fica longe de nada; só troca a vista de catedral pela de jardim imperial. Menos vida noturna, mais manhã de parque.

MuseumsQuartier, Neubau & Mariahilf — o 7º

MuseumsQuartier, Neubau & Mariahilf — o 7º

Neubau / Mariahilf / Spittelberg / MuseumsQuartier
gastronomiacharmevida noturna

O lado criativo de Viena, logo atrás dos grandes museus: o MuseumsQuartier de um lado, as vielas de Spittelberg e as lojas de designer de Neubau no meio, e a Mariahilfer Straße, a maior rua de compras da cidade, na borda. É onde a Viena mais nova come, bebe e sai — bar de vinho natural, brunch, cozinha do mundo, tudo a preço mais humano que o do centro, e ainda assim a cinco minutos a pé dele. A melhor base para quem fica mais dias e quer viver a cidade como quem mora nela, não como quem só a visita. Barulho de rua movimentada é o preço.

Leopoldstadt & Prater — o 2º

Leopoldstadt & Prater — o 2º

Leopoldstadt / Prater / Praterstraße / Karmeliterviertel
famíliascusto baixo

Do outro lado do canal do Danúbio, o distrito que virou a aposta de quem quer espaço e conta menor: o Prater, com o grande parque verde e a roda-gigante, de um lado; o rio e as ilhas de banho do outro; e no meio um bairro que era popular e hoje mistura mercado antigo, café da moda e restaurante bom sem cerimônia. Fica a uma ponte a pé do centro e tem metrô rápido, mas custa bem menos que o 1º e respira melhor com criança. É também de onde saem o barco e o trem para Bratislava. Menos monumento na esquina, mais vida de bairro de verdade.

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